segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Em transe.

 "Em um lugar distante vejo você de terno conversando com uma moça sentada, pegando uns papéis e voltando para o seu lugar. Você está feliz. Ao cumprir seu horário vai direto pra casa, toma um banho rápido e se troca. Agora vejo você sentado na cama pensando um pouco (estaria deprimido ou preocupado?), então se levanta, pega uma mochila, coloca nas costas e sai..." Será que ele sente minha falta? Fico pensando...
 Saio do transe e volto para o meu trabalho, olho para os lados -Uffa! Está vazia. Me sinto ridícula imaginando se alguém viu e ao mesmo tempo um pouco tonta, bebo mais um copo com água e respiro fundo, e antes de continuar repito pra mim mesma, "Esquece, garota, apenas esquece."

Hipnose.

   O que eu poderia fazer nesta noite, se ainda me pego pensando em você? Não importa quantas páginas eu passe, nenhuma história é mais interessante que o teu sorriso. Me pergunto se algum dia ainda poderei ouvir sua voz calma me dizendo do fundo do coração que me ama mais que tudo. Nunca pensei que pudesse ser devastador assim, não compreendo como ainda me mantenho de pé, seria esperança de um possível retorno teu? A esperança de olhar para esses maravilhosos olhos que tanto me encaravam? Por que mesmo que esteja de pé não consigo sentir minhas pernas e nem ver em qual direção elas tanto cambaleiam. E várias vezes me encontro parada como uma estátua, em uma forma de transe estranha onde viajo pra longe facilmente e esqueço de tudo ao meu redor.

domingo, 2 de setembro de 2012

Porque no fundo você é como todos eles...

Então, chega o dia em que você percebe que já não dá mais para viver assim.
E vê aqueles que ainda não chegaram lá como presos ao passado, cegos e mortos.
Então você pensa "Porque eles simplesmente não acordam? É tudo tão óbvio".
Você se sente o único a acreditar, mas se sente preso a essas pessoas que ainda não chegaram lá.
E continua sem dar o segundo passo, pois sente que não conseguirá sozinho.
Você tem medo de mostrar a eles a verdade, pois não sabe como irão encara-lá.
Ou se simplesmente vão continuar ignorando-a, como fazem agora.
E você se sente inseguro, porque não consegue dar passos sozinhos.
Um filhote longe da manada é o mesmo que um filhote morto, e você sabe disso.
Você tem um modo de pensar diferente, mas não sabe como usá-lo.
Logo você não passa de um cego, assim como todos aqueles que você julga estarem mortos.

Se expanda.