domingo, 23 de março de 2014

Um sonho alcançável!

Numa noite fria sonhei
com os mais lindos pássaros
Porém eles não tinham asas,
Mas nada os impediam de cantar
Acompanhei seu canto sereno
Até o outro lado do mar.
Como chegaram até aqui?
O perguntei sem imaginar
"Um dia tivemos asas" berrou
O pequenino, e podíamos voar.
Mas de nada adiantava
Por ai viver só a vagar
Queríamos uma morada e
fizemos de nossa casa
esse lado do mar.
Você não precisa ir longe,
Basta saber até onde quer chegar...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Surpresa!!

 Considerando seu cansaço Julia não sabia se tomava banho ou se caia na cama. Fora um dia difícil e cansativo. Pegou seu caderno velho de rascunho e pensou em escrever uma carta para seu namorado, algo inesperado e romântico, faria uma surpresa.

     "Oiii, amor.
 Você deve estar lendo essa carta e imaginando o que poderia ter acontecido pra te escrever, sei que não sou muito romântica, mas vou me esforçar. Confesso que são meia noite e treze, do dia 15 junho, pois é, o dia dos namorados já passou, mas ainda assim senti a necessidade de te escrever.
 Acabei de chegar de uma sessão de filme com as meninas, no caminho de casa viemos cantando e foi aí que peguei inspiração pra escrever. Você sabe que amo cantar (mesmo não fazendo isso bem), senti que estava dizendo "eu te amo" em cada uma das palavras da musica, foi encantador, adoraria que estivesse presente para ouvir. Por isso resolvi te escrever, assim você pode pegar esse papel, ler e sentir o quanto você é essencial na minha vida, quero que sinta como se eu o abraçasse em cada linha, pois meus sentimentos estão aqui, apenas alguns centímetros dos seus olhos.
   Você me faz um bem inexplicável, eu consigo me amar cada vez mais e com isso me tornar uma pessoa melhor para continuar amando você e lutando por esse relacionamento a distância.
 Tive uma decisão hoje, prometo dar o  meu melhor, principalmente por nós dois. E essa carta é para que sempre possa me cobrar, ok? Mentira. A carta é para que você possa ler sempre as palavras que não posso te dizer todos os dias... Eu te amo muito, querido."

  Uma semana depois Antonio chegou em casa e foi surpreendido pela mãe logo na entrada, "chegou correspondência" dona Ana disse com cara de brava, "é dela". Depois de um longo suspiro Antonio pegou a carta e subiu os degraus até seu quarto, trancou a porta e sentou-se na cama.
 Antes de abrir colocou a correspondência próxima ao seu nariz, pode sentir o doce perfume da Julia, fechou os olhos e por uns instantes pode sentir ela do seu lado. Estremeceu e no espanto abriu os olhos. Era tarde. Deitou na cama e começou a chorar, nunca mais veria Julia de novo, ela deixara isso bem claro no telefone. Suas palavras ficariam ecoando em sua cabeça pra sempre. "Como você pode dormir com ela? Como... Depois de tudo eu.. eu pensei que seria diferente. Eu.. eu te odeio Antonio, nunca vou te perdoar. Desapareça.". "Eu te odeio" Antonio sorria, "Eu te odeio" o sorriso se perdeu em soluços e nem se quisesse ler a carta conseguiria, seus olhos estavam quentes, os soluços falhados. Antonio se sentiu a pessoa mais insignificante do mundo e talvez fosse. "Surpresa" sussurrou baixinho.